quarta-feira, 29 de março de 2017

As 11 Premissas do Projeto Communications Revolution

O futuro da comunicação está próximo e com ele vem mudanças e descobertas

A empresa RBS é responsável pelo estudo The Communication Revolution é responsável em evidenciar as 11 premissas do futuro da comunicação. Tais premissas norteiam os passos de como a comunicação está caminhando e para onde vai.

A primeira premissa Be True, é definida como a bagagem que o leitor tem para distinguir do que é verdade e o que é mentira. Atualmente a verdade é exigida por todos que consomem informação.
É necessário para todos que produzem conteúdo e perpassa informação a transparência. Através dela o indivíduo atrairá outros para a segui-lo. Sua honestidade é o principal ponto para ter o seu público fiel.
Com o constante fluxo de informação, notícias são expostas a nós constantemente. É dever do jornalista e de quem produz conteúdo ter o cuidado de passar  a real verdade. Se por um acaso errou, é preciso se retratar para que sua credibilidade não enfraqueça.
Para o jornalismo esta premissa é imprescindível, pois o repórter é o mensageiro da informação. Portanto, o público deseja dele honestidade e transparência. A resposta de informações duvidosas são mostradas de maneira imediata, por discussões e confrontos. Isto é importante para o jornalista ou qualquer produtor de conteúdo se ater ao publicar algo, por isso a importância da apuração e a escolha das fontes.

A segunda premissa tem o nome de Be Trusted, tem o intuito de que precisa-se de alguém para trazer respostas para o usuário antes dele mesmo querer. Esta também é uma maneira de atrair público, por transmitir confiança e credibilidade.

Estes curadores podem ser de grandes ou pequenos nichos, e arriscam nas seleções de conteúdos que vão passar ao seu público. Desta maneira, os comunicadores tradicionais precisam se adequa a esta nova fase, para manter o seu público. Quando o curador, independente da idade ou onde mora, consegue o seu público, sua probabilidade de permanência é grande, mas é necessário paciência.
 
Quanto mais o crescimento da internet vai invadindo a vida das pessoas e a comunicação é instantâneo, o comportamento humano exigirá que sua agilidade de responder outras pessoas aumenta gradativamente.
Cultura participativa
 
A terceira premissa chamada Be Part tem relação com a participação do público na criação do conteúdo. A comunicação não está totalmente vertical, a possiblidade dela sendo horizontal está crescendo e o público cada vez mais está exigindo isso.
O cenário entre a mídia tradicional e internet por meio da comunicação e dos conteúdos divulgados. Em uma entrevista para ao projeto, Felipe Neto, afirma que a  mídia tradicional precisa entender que a internet pode ser sua aliada e nova forma de lucrar. 
A importância da participação do público em meio aos debates e discussões, por exemplo, é o impulso para a educação promove a opinião pública se movimenta, tendo a possibilidade de conscientização entre os participantes.

 Think Plural é o nome da quarta premissa promovida pelo grupo RBS. Esta premissa tem como objetivo manifestar que as opiniões e ideias não precisam ser únicas e padronizadas a um meio, mas podem ser ampliadas e diversificadas.
Esta nova forma de se comunicar traz certa liberdade de criação e possibilidades. Ideias que podem ser dissecadas, descontruídas e modificadas. A partir disso outras pessoas podem ter diferentes visões e interpretações. Não há mais o modelo a seguir, mas um leque de oportunidades.
Na revolução digital não há mais um padrão narrativo de comunicação a ser seguido. Na atualidade, o espaço é amplo para informar de sua maneira. Portanto, não é preciso transmitir uma informação apenas na televisão, por exemplo, há outros meios de fazer isso e utilizar outras linguagens.
 
Mobilidade e o modo beta

Os veículos devem estar em movimento juntamente com o mundo, este é o início da quinta premissa, a Think Mobile. É preciso experimentar as novas ferramentas móveis para se atualizar e tornar prática o seu trabalho e rápido o seu envio de conteúdo. É preciso priorizar as plataformas móveis, pois seu manuseio e tecnologia são importantes para agilidade e instantaneidade de informação ao seu público. Esta mobilidade faz com que os internautas possam acessar conteúdos de maneira prática em dispositivos móveis não limitando o espaço geográfico/tempo.

A forma de podermos pesquisar, acessar conteúdos de vídeos e imagens torna-se a vida mais prática. Podemos colocar como exemplo o usuário acessar vídeo dentro do ônibus voltando do trabalho, isso proporciona entretenimento ou informação em um local, o que anos atrás que não era possível. Estamos conectados desde o momento que acordamos até quando colocamos a cabeça no travesseiro.

Na sexta premissa intitulada Be Beta nos diz que ninguém está pronto ou finalizado. Todos nós estamos em um processo sujeitados ao erro. A insatisfação e o desejo de mudança é a porta principal para tomadas de decisões para explorar o novo.
Com o alcance crescendo no meio digital é necessário testar, seja em novos conteúdos ou narrativas propostas. Marcelo Tas, em uma entrevista ao The Communication Revolution, diz que temos medo de errar, mas é preciso estar em constante mudança de aprender com nossos erros. 

Estamos em mudança e a forma de se comunicar também. Portanto, não podemos ficar presos a padrões, mas é necessário buscar inovação de criar, se arriscar e com os erros analisar meios de revertê-los. Será dos erros e da forma de buscar algo surpreendente que virá o resultado satisfatório.

Saindo da bolha e alçando novos voos

A sétima premissa chamada Think Ahead, carrega o estímulo de sair da bolha e arriscar com ideias e criações. É possível se arriscar nas mídias tradicionais, digitais e nela produzir um conteúdo bem feito.

Com a tecnologia crescente e novas ferramentas para a produção de conteúdo e informação é preciso ficar atento e aproveitar as oportunidade de utilizá-las. As mídias digitais, por exemplo, é uma forte ferramenta de exposição, por carregar uma promessa de ser democrática e que as pessoas poderão se manifestar.

Não há um formato padrão atualmente, mas diversas escolhas para arriscar e encontrar pessoas a envolvê-las. É preciso construir juntas um conteúdo que promova informação ou entretenimento.
O pressuposto da oitava premissa, Think Higher, destaca que nos tempos passados as empresas tinham ambições baseadas no lucro, mas é possível equiparar outras no mesmo peso.
É preciso que as empresas tenham a ambição de satisfazer seus clientes, para que o retorno seja de gratidão, mudança, credibilidade. No mundo dos negócios o lucro é importante, mas a transparência para com seu cliente e receptor é o alvo para que este lucro seja verdadeiro.
A mídia, por exemplo, tem o papel de ajudar ao receptor a compreender o mundo atual, prestar serviços sociais, cobrar dos governantes. Ela é a ponte para informar a sociedade à realidade dos governantes e o mensageiro para estes a necessidade do povo.
Ajudando uns aos outros

Be Colaborative é o nome da nona premissa, ela traz a ideia que é preciso criar elos com os outros. Tal premissa afirma que é precisoa a ajuda de outras pessoas e que é necessário trabalhar no coletivo para alcançar um objetivo.

O meio digital criou um espaço mais coletivo, onde dúvidas são solucionadas, pedidos são compartilhados independentemente da idade ou classe social. As mídias tradicionais também deverão a se adaptar, pois o seu público está migrando e alianças sendo feita com outras mídias é o mais certo a se fazer.
A lógica e o lado racional são importantes para tomada de decisões, mas é preciso dar a oportunidade pelo lado da intuição, onde estão depositadas as emoções. É preciso observar ao redor, por exemplo, a sociedade e por meio dela novas formas de negócios são inspirada. Esta é décima premissa, Be Intuitive.

A intuição pode gerar erros, mas também acertos que podem prosperar o negócio. É necessário ampliar os horizontes e estar aberto a todas as possibilidades para tomadas de decisões.
A décima primeira e última premissa é chamada de Be Useful, sua principal definição é que toda nova ideia é preciso compartilhamento, discussão, pois dali é gerado novos conceitos e tendências. É como se é criado uma rede ou um efeito cascata com resultados positivos ou negativos, mas é preciso do diálogo com os outros.

Gilberto Dimenstein divide a informação em duas categorias: “as que te dão prazer, e as que são úteis”. Nisto é preciso organizar as informações e compreender de que maneira serão passada aos outros.
Saiba mais:

Comunique-se

You pix

Coletiva.net


Leia também:

Felipe Vieira

Meio e Mensagem

Comunicação e Tendências




 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Webjornalismo e o cenário brasileiro

Na internet são publicados todos os dias milhares de informações, delas em diversos gêneros e abordagens. O webjornalismo é a maneira de fazer jornalismo no espaço online. Para compreender melhor há características que define o webjornalismo, são elas:

Hipertextualidade

O hipertexto são sequências de links distribuídos em alguma matéria, o internauta tem a liberdade de acessar estes diversos textos, tornando uma leitura flexível. O hipertexto é encontrado na web normalmente em palavras ou frases com a cor diferente do texto, grifadas e também em imagens (ao clicar o usuário é redirecionado para algum lugar).

Exemplo:


Multimedialidade

Esta característica é o conjunto de diferentes linguagens, por exemplo, fotografia, vídeos, áudios em uma só narrativa. De acordo com Ramon Salaverría, esta prática não é recente, mas acontece há mais de dois séculos. Podemos identificar a multimedialidade onde há imagens, vídeos, entre outras linguagens em uma mesma matéria.

Exemplo:

Podemos perceber que nesta matéria há a linguagem da escrita e o vídeo para informar

Para compreender melhor, assista ao vídeo abaixo:



Interatividade

Segundo o autor Alejandro Rost, a interatividade é a ponte entre os meios de comunicação e os usuários. Esta característica dá certo poder aos internautas, por meio de buscar e selecionar as informações. Outro poder também é o de intervir e expressar sua opinião a um espaço que lhe é permitido.

Os meios de comunicação também têm o poder de controle sobre como este usuário irá ser informado e como participar. Pois estes meios irão selecionar quais notícias serão publicadas, moderar comentários nas redes sociais e blogs e criam um ambiente para que os usuários interagem entre si.

Há dois tipos de interatividade, segundo Rost, são eles:

Seletiva:

É definida como o comportamento do internauta no ambiente online, por exemplo, ir algum espaço de busca para saber alguma informação. Neste tipo de interatividade a principal possibilidade é o hipertexto, que posso ou não clicar em algum hiperlink para saber mais de alguma informação.

Um exemplo desta interatividade é você, leitor, ter a autonomia de querer buscar mais informações postadas aqui neste texto em outros lugares.

Comunicativa

Esta tipo de interatividade é a maneira de como este internauta irá se expressar diante dos meios de comunicação, por meio de comentários nas redes sociais, em forma de diálogos, discussões, confrontos. Um exemplo disso é o seu comentário neste post, que estará disponibilizado um espaço abaixo.

Outro exemplo:

Podemos ver o usuário comentando em algum post da Netflix, e a empresa respondendo seus comentários

Instantaneidade

É a velocidade de informações que chegam às pessoas. Esta característica acontece em três momentos, são eles: na publicação, pois este processo se tornou dinâmico e a autonomia do jornalista aumentou. O segundo momento é o constante número de informações que recebemos. A terceira é a distribuição, nos meios de comunicação tradicional (rádio e TV) é possível fazer transmissões ao vivo, mas dependerá do usuário ligar o aparelho. No ambiente online algum amigo deste usuário poderá compartilhar e logo ficará sabendo.  

O exemplo abaixo é uma transmissão ao vivo do espaço.


Memorização

A memorização é uma característica que está voltada ao armazenamento de informação que os meios de comunicação e a internet tem a capacidade de guardar. Com as tecnologias digitais muitos arquivos são digitalizados, anexados e tornando público para não somente para quem produz, mas também para quem recebe.


Um exemplo claro é o acervo da Folha de São Paulo que está disponível online, neste ambiente é possível pesquisar matérias antigas publicados pelo jornal.